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Lendo a Bíblia Hoje

Meu alvo nessa breve postagem é mostrar como alguns aspectos da pós-modernidade se constituem em sérios desafios à leitura bíblica feita pelos evangélicos, e em especial, pelos reformados. Mencionarei apenas três aspectos. Há muito mais coisas na pós-modernidade que influenciam nossa leitura da realidade e dos textos, mas isso fica para outra vez.

Os reformados — uso o termo para me referir aos cristãos evangélicos que aderem aos credos históricos da Igreja e às confissões reformadas — têm tradicionalmente interpretado as Escrituras partindo de alguns pressupostos. O mais importante deles é que as Escrituras são divinas, em sua origem, infalíveis e inerrantes no que ensinam, seguras e certas no seu ensino. Para os cristãos reformados, a Bíblia é a revelação da verdade. Em decorrência, só existe uma religião certa, a que se encontra revelada na Bíblia. Logo, no raciocínio reformado, tudo o que é necessário à vida eterna e à vida cristã aqui nesse mundo estão claramente reveladas na Escritura. E tais coisas são claramente expostas nela.

Existem alguns aspectos da pós-modernidade que desafiam esse pressuposto central da interpretação reformada das Escrituras.

1) O conceito de tolerância. Eu me refiro à idéia contemporânea de total complacência para com o pensamento de outros quanto à política, sexo, religião, raça, gênero, valores morais e atitudes pessoais, ao ponto das pessoas nunca externarem seu próprio ponto de vista de forma a contradizer o ponto de vista dos outros. Esse tipo de tolerância não deve ser confundida com a tolerância cristã, pois ela resulta da falta de convicções em questões filosóficas, morais e religiosas: “A tolerância é a virtude do homem sem convicções” (G. K. Chesterton). A tolerância da pós-modernidade é fortalecida pela queda na confiança na verdade, atitude típica de nossa época.

É aqui que entra o conceito de “politicamente correto”. Significa aquilo que é aceitável como correto na sociedade onde se vive. É o que se faz em um grupo sem que ninguém seja ofendido. Por exemplo, não é “politicamente correto” tomar atitudes ou afirmar coisas que venham a desagradar pessoas, como emitir valores morais sobre o comportamento sexual das pessoas. É “politicamente correto” ouvir o que os outros dizem sem qualquer crítica, reparo ou discordância explícita. Aqui devemos também notar em especial a preocupação em não ofender as minorias ou grupos oprimidos: afro-descendentes, mulheres, pobres, pessoas do 3º mundo. É claro que o Cristianismo nos ensina a não ofender absolutamente ninguém, mas não por que são minorias ou maioria, e sim por que são feitas à imagem de Deus.

É preciso observar que existe uma tolerância exigida do cristão. Devemos tolerar as pessoas. Todavia, não temos de tolerar suas crenças, quando estas contrariam a verdade de Deus revelada nas Escrituras. Temos o dever de ouvir o que elas tem a dizer, e aprender delas naquilo em que se conformam com a verdade bíblica. Porém, tolerância ao erro, quando a verdade bíblica está em jogo, é omissão.

A tolerância tão característica da pós-modernidade pode afetar a interpretação da Bíblia levando as pessoas a interpretá-la a partir do conceito de “politicamente correto.” Evita-se qualquer leitura, interpretação ou posicionamento que venha a ser ofensivo à sociedade ou comunidade a que se ministra. Textos bíblicos que denunciam claramente determinados comportamentos morais são domesticados com uma leitura crítica que os reduz a expressões retrógradas típicas dos moralistas machistas do século I. Textos que anunciam a Cristo como o único caminho para Deus são interpretados de tal forma a não excluir a salvação em outras religiões.

 2) O inclusivismo. Num certo sentido, é o resultado do multiculturalismo do mundo pós-moderno. Não há mais no mundo ocidental um país com uma cultura única e uma raça homogênea. Países ocidentais são multiculturais e têm uma mescla de diversas raças. Para que não se seja ofensivo, e para que se possa conviver harmoniosamente, é necessário ser inclusivista. Isso significa dar vez e voz a todas as culturas e raças representadas.

Na sociedade pós-moderna, o conceito ser estende para incluir os grupos moralmente orientados. Significa especialmente repartir o poder com as minorias anteriormente oprimidas pelas estruturas de poder, como afro-descendentes, “gays”, mulheres, pobres e raças minoritárias.

Existem coisas boas do inclusivismo multiculturalista, como por exemplo, estudos nos meios acadêmicos sobre a cultura de raças minoritárias e oprimidas no ocidente, como africanos, hispânicos e orientais. Também a criação de bolsas de estudos e empregos para membros destas minorias raciais, bem como de grupos oprimidos, como as mulheres. Ainda digno de nota é a luta contra discriminação baseada tão somente em raça, religião, postura política e gênero.

Mas existem coisas que nos preocupam no inclusivismo. A maior de todas é que o inclusivismo exclui qualquer juízo de valor em termos morais, religiosos, e de justiça. Tem que ser assim para que o relacionamento multicultural e multi-moral funcione.

O inclusivismo acaba também influenciando na interpretação bíblica. Sua mensagem é abordada do ponto de vista do programa das minorias. Por exemplo, a chamada “teologia negra,” a teologia da libertação, teologias feministas. Outra coisa é a tendência cada vez mais forte de se publicarem traduções da Bíblia sem linguagem genérica ofensiva, isto é, tirando todas as referências a Deus como sendo homem, etc.

3) O relativismo. No que tange ao campo dos valores e dos conceitos morais e religiosos, é a idéia de que todos os valores morais e as crenças religiosas são igualmente válidos e que não se pode julgar entre eles. A verdade depende das lentes que alguém usa para ler a vida. O importante é que as pessoas tenham crenças, e não provar que uma delas é certa e a outra errada. Não há meio de se arbitrar sobre a verdade porque não há parâmetros absolutos. Desta forma, alguém pode crer em coisas mutuamente excludentes sem qualquer inconsistência.

Dessa perspectiva, ninguém pode tentar mudar a opinião de outrem em questões morais e religiosas. Existem alguns perigos no relativismo quanto à leitura da Bíblia. Primeiro, o relativismo acaba por minar a credibilidade em qualquer forma de interpretação que se proponha como a correta. Segundo, acaba por individualizar a verdade. Cada pessoa tem sua verdade e ninguém pode alegar que a sua é superior à dos outros. Portanto, ninguém pode ter a pretensão de converter outros à sua fé.

Muitos cristãos são tentados a suavizar a sua interpretação da mensagem do Evangelho, excluindo os elementos que não são “politicamente corretos” como: pecado, culpa, condenação, ira de Deus, arrependimento, mudança de vida. Acaba sendo uma tentação de escapar pela forma mais fácil do dilema entre falar todo o conselho de Deus ou ofender as pessoas.

Esses são alguns dos perigos que a pós-modernidade traz à leitura e interpretação das Escrituras. Reconhecemos a contribuição da pós-modernidade em destacar a participação do contexto e do leitor na produção de significado, quando se lê um texto. Porém, discordamos que isso invalide a possibilidade de uma leitura das Escrituras que nos permita alcançar a mensagem de Deus para nós e de ouvir a voz de Cristo, como Ele gostaria que ouvíssemos.

Fonte: Augustus Nicodemus Lopes

Por que a idolatria era (e ainda é) atrativa

Muitos ocidentais têm dificuldade para entender a atração da idolatria no mundo antigo. O que poderia haver de tão atraente em um pedaço inanimado de madeira ou um bloco de pedra? Idolatria extrema parece tão tentadora quanto suco de beterraba. É possível encontrar alguém por aí que ame um copo viscoso de extrato de vegetal, mas essa tentação não é algo que pese demais em nossos corações.

Mas a idolatria fazia muito sentido no mundo antigo. E se houvéssemos vivido há dois ou três milênios, é quase certo que fosse muito tentadora a todos nós. Em seu comentário sobre Êxodo, Doug Stuart explica a atração da idolatria em nove pontos. Você provavelmente vai querer guardar essa lista para futuros sermões ou estudos bíblicos.

1. A idolatria era garantida. A fórmula era simples. Entalhe um deus de madeira ou pedra e o deus entraria na estátua. Agora que você tem um deus perto de você, você pode conseguir a atenção dele (ou dela) rapidamente. Seus encantamentos, juramentos e oferendas sempre serão notados.

2. A idolatria era egoísta. Uma mão lava a outra, você agrada os deuses e eles te agradam. Eles querem comida e sacrifícios; você quer bênçãos. Faça o que for preciso e eles estarão obrigados a te agradarem.

3. A idolatria era fácil. A idolatria primitiva encorajava as atividades religiosas vazias. Faça o que quiser com sua vida. Desde que você apareça regularmente com seus sacrifícios, tudo está bem.

4. A idolatria era conveniente. Não era difícil encontrar novos deuses no mundo antigo. Eles eram muito acessíveis. As estátuas podem ficar em casa ou serem carregadas pra onde você for.

5. A idolatria era normal. Todo mundo fazia. Era assim que as mulheres engravidavam, as colheitas cresciam, os exércitos conquistavam. A idolatria era como energia elétrica: nada do mundo antigo funcionava sem ela.

6. A idolatria era lógica. As nações são diferentes. As pessoas são diferentes. Suas necessidades e desejos são diferentes. Obviamente, deve haver divindades diferentes para cada gosto. Como um deus só poderia cobrir todos os aspectos da vida? Você não come sempre no mesmo restaurante, não é mesmo? Quanto mais opções, melhor. Cada um pode estar certo em algum ponto.

7. A idolatria era agradável aos sentidos. Se você quer ser especialmente religioso, é de grande ajuda poder ver o seu deus. É difícil impressionar as pessoas com um deus invisível.

8. A idolatria era indulgente. Os sacrifícios aos deuses nem sempre requeriam sacrifícios do adorador. Você poderia comer as sobras da comida ou beber o resto da bebida. A generosidade aos deuses faz sobrar mais pra você.

9. A idolatria era sensual. Todo o sistema era marcado por erotismo. Rituais se tornavam orgias. Sexo na terra muitas vezes significaria sexo no céu, e sexo no céu significava muita chuva, grandes colheitas e multiplicação dos herdeiros.

Você consegue enxergar a atração da idolatria? “Vejamos, eu quero uma espiritualidade que me dê muito, me custe pouco, seja fácil de ver, fácil de fazer, tenha poucos limites éticos ou doutrinários, me garanta sucesso, me faça me sentir bem e não ofenda aqueles próximos de mim”. Isso fala muito. Queremos hoje as mesmas coisas que eles queriam. A diferença é que vamos atrás de formas diferentes. Nós queremos uma fé que nos faça conseguir as coisas e alcançar o sucesso (teologia da prosperidade). Queremos um discipulado que seja conveniente (igreja virtual). Queremos uma religião cheia de rituais (cristianismo nominal). Ou uma espiritualidade que encoraje a expressão sexual de qualquer forma (LGBTS). Todos nós queremos seguir a Deus de uma forma que faça sentido para os outros, nos faça sentir bem e seja fácil de enxergar e de entender. Desde o Éden até os postes de Aserá e os banquetes romanos, a idolatria foi a grande tentação ao povo de Deus tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

E uma olhada ao seu redor, e para dentro de si mesmo, lhe dirá que ainda é.

Fonte: http://iprodigo.com

É possível acreditar em Deus usando a razão.

Quando o escritor britânico Christopher Hitchens, um dos maiores defensores do ateísmo, travou um longo debate nos Estados Unidos, em abril de 2009, com o filósofo e teólogo William Lane Craig sobre a existência de Deus, seus colegas ateus ficaram tensos. Momentos antes de subir ao palco, Hitchens — que morreu em dezembro de 2011, aos 62 anos — falou a jornalistas sobre a expectativa de enfrentar Craig.

“Posso dizer que meus colegas ateus o levam bem a sério”, disse. “Ele é considerado um adversário muito duro, rigoroso, culto e formidável”, continuou. “Normalmente as pessoas não me dizem ‘boa sorte’ ou ‘não nos decepcione’ antes de um debate — mas hoje, é o tipo de coisa que estão me dizendo”. Difícil saber se houve um vencedor do debate. O certo é que Craig se destaca pela elegância com que apresenta seus argumentos, mesmo quando submetido ao fogo cerrado.

O teólogo evangélico é considerado um dos maiores defensores da doutrina cristã na atualidade. Craig, que vive em Atlanta (EUA) com a esposa, sustenta que a existência de Deus e a ressurreição de Jesus, por exemplo, não são apenas questões de fé, mas passíveis de prova lógica e racional. Em seu currículo de debates estão o famoso químico e autor britânico Peter Atkins e o neurocientista americano Sam Harris. Basta uma rápida procura no Youtube para encontrar uma vastidão de debates travados entre Craig e diversos estudiosos. Richard Dawkins, um dos maiores críticos do teísmo, ainda se recusa a discutir com Craig sobre a existência de Deus.

Em artigo publicado no jornal inglês The Guardian, Dawkins afirma que Craig faz apologia ao genocídio, por defender passagens da Bíblia que justificam a morte de homens, mulheres e crianças por meio de ordens divinas. “Vocês apertariam a mão de um homem que escreve esse tipo de coisa? Vocês compartilhariam o mesmo palco que ele? Eu não, eu me recuso”, escreveu. Na entrevista abaixo, Craig fala sobre o assunto.

Autor de diversos livros —  entre eles Em Guarda – Defenda a fé cristã com razão e precisão(Ed. Vida Nova), lançado no fim de 2011 no Brasil, — Craig é doutor em filosofia pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e em teologia pela Universidade de Munique, Alemanha. O filósofo esteve no Brasil para o 8º Congresso de Teologia da Editora Vida Nova, em Águas de Lindóia, entre 13 e 16 de março. Durante o simpósio, Craig deu palestras e dedicou a última apresentação a atacar, ponto a ponto, os argumentos de Richard Dawkins sobre a inexistência de Deus.

Por que deveríamos acreditar em Deus? Porque os argumentos e evidências que apontam para a Sua existência são mais plausíveis do que aqueles que apontam para a negação. Vários argumentos dão força à ideia de que Deus existe. Ele é a melhor explicação para a existência de tudo a partir de um momento no passado finito, e também a para o ajuste preciso do universo, levando ao surgimento de vida inteligente. Deus também é a melhor explicação para a existência de deveres e valores morais objetivos no mundo. Com isso, quero dizer valores e deveres que existem independentemente da opinião humana.

Se Deus é bondade e justiça, por que ele não criou um universo perfeito onde todas as pessoas vivem felizes? Acho que esse é o desejo de Deus. É o que a Bíblia ensina. O fato de que o desejo de Deus não é realizado implica que os seres humanos possuem livre-arbítrio. Não concordo com os teólogos que dizem que Deus determina quem é salvo ou não. Parece-me que os próprios humanos determinam isso. A única razão pela qual algumas pessoas não são salvas é porque elas próprias rejeitam livremente a vontade de Deus de salvá-las.

Alguns cientistas argumentam que o livre-arbítrio não existe. Se esse for o caso, as pessoas poderiam ser julgadas por Deus? Não, elas não poderiam. Acredito que esses autores estão errados. É difícil entender como a concepção do determinismo pode ser racional. Se acreditarmos que tudo é determinado, então até a crença no determinismo foi determinada. Nesse contexto, não se chega a essa conclusão por reflexão racional. Ela seria tão natural e inevitável como um dente que nasce ou uma árvore que dá galhos. Penso que o determinismo, racionalmente, não passa de absurdo. Não é possível acreditar racionalmente nele. Portanto, a atitude racional é negá-lo e acreditar que existe o livre-arbítrio.

O senhor defende em seu site uma passagem do Velho Testamento em que Deus ordena a destruição da cidade de Canaã, inclusive autorizando o genocídio, argumentando que os inocentes mortos nesse massacre seriam salvos pela graça divina. Esse não é um argumento perigosamente próximo daqueles usados por terroristas motivados pela religião? A teoria ética desses terroristas não está errada. Isso, contudo, não quer dizer que eles estão certos. O problema é a crença deles no deus errado. O verdadeiro Deus não ordena atos terroristas e, portanto, eles estariam cometendo uma atrocidade moral. Quero dizer que se Deus decide tirar a vida de uma pessoa inocente, especialmente uma criança, a Sua graça se estende a ela.

Se o terrorista é cristão o ato terrorista motivado pela religião é justificável, por ele acreditar no Deus ‘certo’? Não é suficiente acreditar no deus certo. É preciso garantir que os comandos divinos estão sendo corretamente interpretados. Não acho que Deus dê esse tipo de comando hoje em dia. Os casos do Velho Testamento, como a conquista de Canaã, não representam a vontade normal de Deus.

O sr. está querendo dizer que Deus também está sujeito a variações de humor? Não é plausível esperar que pelo menos Ele seja consistente? Penso que Deus pode fazer exceções aos comandos morais que dá. O principal exemplo no Velho Testamento é a ordem que ele dá a Abraão para sacrificar seu filho Isaque. Se Abraão tivesse feito isso por iniciativa própria, isso seria uma abominação. O deus do Velho Testamento condena o sacrifício infantil. Essa foi uma das razões que o levou a ordenar a destruição das nações pagãs ao redor de Israel. Elas estavam sacrificando crianças aos seus deuses. E, no entanto, Deus dá essa ordem extraordinária a Abraão: sacrificar o próprio filho Isaque. Isso serviu para verificar a obediência e fé dele. Mas isso é a exceção que prova a regra. Não é a forma normal com que Deus conduz os assuntos humanos. Mas porque Deus é Deus, Ele tem a possibilidade de abrir exceções em alguns casos extremos, como esse.

O sr. disse que não é suficiente ter o deus certo, é preciso fazer a interpretação correta dos comandos divinos. Como garantir que a sua interpretação é objetivamente correta? As coisas que digo são baseadas no que Deus nos deu a conhecer sobre si mesmo e em preceitos registrados na Bíblia, que é a palavra d’Ele. Refiro-me a determinações sobre a vida humana, como “não matarás”. Deus condena o sacrifício de crianças, Seu desejo é que amemos uns ao outros. Essa é a Sua moral geral. Seria apenas em casos excepcionalmente extremos, como o de Abraão e Isaque, que Deus mudaria isso. Se eu achar que Deus me comandou a fazer algo que é contra o Seu desejo moral geral, revelado na escritura, o mais provável é que eu tenha entendido errado. Temos a revelação do desejo moral de Deus e é assim que devemos nos comportar.

O sr. deposita grande parte da sua argumentação no conteúdo da Bíblia. Contudo, ela foi escrita por homens em um período restrito, em uma área restrita do mundo, em uma língua restrita, para um grupo específico de pessoas. Que evidência se tem de que a Bíblia é a palavra de um ser sobrenatural? A razão pela qual acreditamos na Bíblia e sua validade é porque acreditamos em Cristo. Ele considerava as escrituras hebraicas como a palavra de Deus. Seus ensinamentos são extensões do que é ensinado no Velho Testamento. Os ensinamentos de Jesus são direcionados à era da Igreja, que o sucederia. A questão, então, se torna a seguinte: temos boas razões para acreditar em Jesus? Ele é quem ele diz ser, a revelação de Deus? Acredito que sim. A ressurreição dos mortos, por exemplo, mostra que ele era quem afirmava.

Existem provas que confirmem a ressurreição de Jesus? Temos boas bases históricas. A palavra ‘prova’ pode ser enganosa porque muitos a associam com matemática. Certamente, não temos prova matemática de qualquer coisa que tenha acontecido na história do homem. Não temos provas, nesse sentido, de que Júlio César foi assassinado no senado romano, por exemplo, mas temos boas bases históricas para isso. Meu argumento é que se você considera os documentos do Novo Testamento como fontes da história antiga, — como os historiadores gregos Tácito, Heródoto ou Tucídides — o evangelho aparece como uma fonte histórica muito confiável para a vida de Jesus de Nazaré. A maioria dos historiadores do Novo Testamento concorda com os fatos fundamentais que balizam a inferência sobre a ressurreição de Cristo. Coisas como a sua execução sob autoridade romana, a descoberta das tumbas vazias por um grupo de mulheres no domingo depois da crucificação e o relato de vários indivíduos e grupos sobre os aparecimentos de Jesus vivo após sua execução. Com isso, nos resta a seguinte pergunta: qual é a melhor explicação para essa sequência de acontecimentos? Penso que a melhor explicação é aquela que os discípulos originais deram — Deus fez Jesus renascer dos mortos. Não podemos falar de uma prova, mas podemos levantar boas bases históricas para dizer que a ressurreição é a melhor explicação para os fatos. E como temos boas razões para acreditar que Cristo era quem dizia ser, portanto temos boas razões para acreditar que seus ensinamentos eram verdade. Sendo assim, podemos ver que a Bíblia não foi criação contingente de um tempo, de um lugar e de certas pessoas, mas é a palavra de Deus para a humanidade.

O textos da Bíblia passaram por diversas revisões ao longo do tempo. Como podemos ter certeza de que as informações às quais temos acesso hoje são as mesmas escritas há 2.000 anos? Além disso, como lidar com o fato de que informações podem ser perdidas durante a tradução? Você tem razão quanto a variedade de revisões e traduções. Por isso, é imperativo voltar às línguas originais nas quais esses textos foram escritos. Hoje, os críticos textuais comparam diferentes manuscritos antigos de modo a reconstruir o que os originais diziam. O Novo Testamento é o livro mais atestado da história antiga, seja em termos de manuscritos encontrados ou em termos de quão próximos eles estão da data original de escrita. Os textos já foram reconstruídos com 99% de precisão em relação aos originais. As incertezas que restam são trivialidades. Por exemplo, na Primeira Epístola de João, ele diz: “Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra”. Mas alguns manuscritos dizem: “Estas coisas vos escrevemos, para que o nosso gozo se cumpra”. Não temos certeza se o texto original diz ‘vosso’ ou ‘nosso’. Isso ilustra como esse 1% de incerteza é trivial. Alguém que realmente queira entender os textos deverá aprender grego, a língua original em que o Novo Testamento foi escrito. Contudo, as pessoas também podem comprar diferentes traduções e compará-las para perceber como o texto se comporta em diferentes versões.

É possível explicar a existência de Deus apenas com a razão? Qual o papel da ciência na explicação das causas do universo? A razão é muito mais ampla do que a ciência. A ciência é uma exploração do mundo físico e natural. A razão, por outro lado, inclui elementos como a lógica, a matemática, a metafísica, a ética, a psicologia e assim por diante. Parte da cegueira de cientistas naturalistas, como Richard Dawkins, é que eles são culpados de algo chamado ‘cientismo’. Como se a ciência fosse a única fonte da verdade. Não acho que podemos explicar Deus em sua plenitude, mas a razão é suficiente para justificar a conclusão de que um criador transcendente do universo existe e é a fonte absoluta de bondade moral.

Por que o cristianismo deveria ser mais importante do que outras religiões que ensinam as mesmas questões fundamentais, como o amor e a caridade? As pessoas não entendem o que é o cristianismo. É por isso que alguns ficam tão ofendidos quando se prega que Jesus é a única forma de salvação. Elas pensam que ser cristão é seguir os ensinamentos éticos de Jesus, como amar ao próximo como a si mesmo. É claro que não é preciso acreditar em Jesus para se fazer isso. Isso não é o cristianismo. O evangelho diz que somos moralmente culpados perante Deus. Espiritualmente, somos separados d’Ele. É por isso que precisamos experimentar Seu perdão e graça. Para isso, é preciso ter um substituto que pague a pena dos nossos pecados. Jesus ofereceu a própria vida como sacrifício por nós. Ao aceitar o que ele fez em nosso nome, podemos ter o perdão de Deus e a limpeza moral. A partir disso, nossa relação com Deus pode ser restaurada. Isso evidencia por que acreditar em Cristo é tão importante. Repudiá-lo é rejeitar a graça de Deus e permanecer espiritualmente separado d’Ele. Se você morre nessa condição você ficará eternamente separado de Deus. Outras religiões não ensinam a mesma coisa.

A crença em Deus é necessária para trazer qualidade de vida e felicidade? Penso que a crença em Deus ajuda, mas não é necessária. Ela pode lhe dar uma fundação para valores morais, propósito de vida e esperança para o futuro. Contudo, se você quiser viver inconsistentemente, é possível ser um ateu feliz, contanto que não se pense nas implicações do ateísmo. Em última análise, o ateísmo prega que não existem valores morais objetivos, que tudo é uma ilusão, que não há propósito e significado para a vida e que somos um subproduto do acaso.

Por que importa se acreditamos no deus do cristianismo ou na ‘mãe natureza’ se na prática as pessoas podem seguir, fundamentalmente, os mesmos ensinamentos?Deveríamos acreditar em uma mentira se isso for bom para a sociedade? As pessoas devem acreditar em uma falsa teoria, só por causa dos benefícios sociais? Eu acho que não. Isso seria uma alucinação. Algumas pessoas passam a acreditar na religião por esse motivo. Já que a religião traz benefícios para a sociedade, mesmo que o indivíduo pense que ela não passa de um ‘conto de fadas’, ele passa a acreditar. Digo que não. Se você acha que a religião é um conto de fadas, não acredite. Mas se o cristianismo é a verdade — como penso que é — temos que acreditar nele independente das consequências. É o que as pessoas racionais fazem, elas acreditam na verdade. A  via contrária é o pragmatismo. “Isso Funciona?”, perguntam elas. “Não importa se é verdade, quero saber se funciona”. Não estou preocupado se na Suécia alguns são felizes sem acreditar em Deus ou se há alguma vantagem em acreditar n’Ele. Como filósofo, estou interessado no que é verdade e me parece que a existência desse ser transcendente que criou e projetou o universo, fonte dos valores morais, é a verdade.

Perfil

Nome: William Lane Craig
Profissão: Filósofo, teólogo e professor universitário na Universidade de Biola, Califórnia
Nascimento: 23 de agosto de 1949
Livros destacados: Apologética Contemporânea – A veracidade da Fé CristãEm Guarda, Defenda a fé cristã com razão e precisão; ambos publicados no Brasil pela editora Vida Nova
Principal contribuição para a filosofia: Craig foi responsável por reformular o Argumento Cosmológico Kalam (variação do argumento cosmológico que defende a existência de uma primeira causa para o universo) nos seguintes termos: 1) Tudo que começa a existir tem uma causa de existência. 2) O universo começou a existir. 3) Portanto, o universo tem uma causa para sua existência.
Informações pessoais: William Lane Craig é conhecido pelo trabalho na filosofia do tempo e na filosofia da religião, especificamente sobre a existência de Deus e na defesa do teísmo cristão. Escreveu e editou mais de 30 livros, é doutor em filosofia e teologia em universidades inglesa e alemã e desde 1996 é pesquisador e professor de filosofia na Universidade de Biola, na Califórnia. Atualmente vive em Atlanta, nos EUA, com a esposa. Craig pratica exercícios regularmente como forma de combater a APM (Atrofia Peronial Muscular) uma doença degenerativa do sistema nervoso que lhe causou atrofiamento dos nervos das mãos e pernas. Especialista em debates desde o ensino médio, o filósofo passa a maior parte do tempo estudando.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/e-possivel-acreditar-em-deus-usando-a-razao-afirma-william-lane-craig

Cristãos sul-coreanos farão vigília para cancelar show de Lady Gaga

Religiosos alegam que a cantora promoveria a pornografia e a homossexualidade na turnê de The Born This Way Ball Tour

O Globo

Lady Gaga não contará com as bênçãos de Deus para fazer seu show em, Seul, na Coreia do Sul na próxima sexta-feira (27). Pelo menos no que depender de uma associação cristã local que, desde o último domingo (22), realiza protestos pedindo o cancelamento do evento. Eles pretendem reunir 300 fiéis numa vigília de oração para que o evento não aconteça. O motivo principal alegado é o de que Gaga promoveria a pornografia e a homossexualidade na turnê de The Born This Way Ball Tour.
- Oramos a Deus para que o show não aconteça e que a homossexualidade e a pornografia não se estendam em todo o país – disse um integrante da organização cristã.
A polêmica já começara antes, quando a mesma organização fez pressão para que a entrada no show fosse permitida apenas para maiores de 18 anos. Inicialmente, bastava ter mais de 12 anos para assistir ao espetáculo, mas o lobby cristão deu certo. Com isso, a produção de Gaga estima que deixou de vender cerca de 3 mil ingressos no país.
- É decepcionante, eu não acho que a Coreia é menos aberta à cultura e arte estrangeira do que o resto da Ásia. É uma decisão surpreendente. Lamentamos dizer que vários adolescentes tiveram que devolver seus bilhetes reclamou um dos promotores do show.
Depois do show na Coreia do Sul, Gaga segue para Hong Kong, Japão e Filipinas. Se Deus quiser e se os cristãos permitirem.

Fonte: http://www.genizahvirtual.com

35 Razões Para Não Pecar

 35 Razões para não Pecar

 Jim Elliff

Pr. Jim Elliff é o fundador e presidente da organização Christian Comunicators Worldwide (CCW). Obteve seu mestrado pelo Southwestern Baptist Theological Seminary. É membro da diretoria da FIRE (Fellowship of Independent Reformed Evangelicals) e é fundador do ministério Christ Fellowship, uma igreja constituída de congregações nos lares; é autor de vários livros, alguns deles publicados em português pela Editora Fiel. Jim é casado com Pam e o casal tem três filhos.

1 – Porque um pequeno pecado leva a mais pecados.

2 – Porque o meu pecado evoca a disciplina de Deus.

3 – Porque o tempo gasto no pecado é desperdiçado para sempre.

4 – Porque o meu pecado nunca agrada a Deus; pelo contrário, sempre O entristece.

5 – Porque o meu pecado coloca um fardo imenso sobre os meus líderes espirituais.

6 – Porque, no devido tempo, o meu pecado produz tristeza em meu coração.

7 – Porque estou fazendo o que não devo fazer.

8 – Porque o meu pecado sempre me torna menor do que eu poderia ser.

9 – Porque os outros, incluindo a minha família, sofrem conseqüências por causa do meu pecado.

10 – Porque o meu pecado entristece os santos.

11 – Porque o meu pecado causa regozijo nos inimigos de Deus.

12 – Porque o meu pecado me engana, fazendo-me acreditar que ganhei, quando, na realidade, eu perdi.

13 – Porque o pecado pode impedir que eu me qualifique para a liderança espiritual.

14 – Porque os supostos benefícios de meu pecado nunca superam as conseqüências da desobediência.

15 – Porque o arrepender-me do meu pecado é um processo doloroso, mas eu tenho de arrepender-me.

16 – Porque o pecado é um prazer momentâneo em troca de uma perda eterna.

17 – Porque o meu pecado pode influenciar outros a pecar.

18 – Porque o meu pecado pode impedir que outros conheçam a Cristo.

19 – Porque o pecado menospreza a cruz, sobre a qual Cristo morreu com o objetivo específico de remover o meu pecado.

20 – Porque é impossível pecar e seguir o Espírito Santo, ao mesmo tempo.

21 – Porque Deus escolheu não ouvir as orações daqueles que cedem ao pecado.

22 – Porque o pecado rouba a minha reputação e destrói o meu testemunho.

23 – Porque outros, mais sinceros do que eu, são prejudicados por causa do meu pecado.

24 – Porque todos os habitantes do céu e do inferno testemunharão sobre a tolice deste pecado.

25 – Porque a culpa e o pecado podem afligir minha mente e causar danos ao meu corpo.

26 – Porque o pecado misturado com a adoração torna insípidas as coisas de Deus.

27 – Porque o sofrer por causa do pecado não tem alegria nem recompensa, ao passo que sofrer por causa da justiça tem ambas as coisas.

28 – Porque o meu pecado constitui adultério com o mundo.

29 – Porque, embora perdoado, eu contemplarei novamente o pecado no Tribunal do Juízo, onde a perda e o ganho das recompensas eternas serão aplicados.

30 – Porque eu nunca sei por antecipação quão severa poderá ser a disciplina para o meu pecado.

31 – Porque o meu pecado pode indicar que ainda estou na condição de uma pessoa perdida.

32 – Porque pecar significa não amar a Cristo.

33 – Porque minha indisposição em rejeitar este pecado lhe dá autoridade sobre mim, mais do que estou disposto a acreditar.

34 – Porque o pecado glorifica a Deus somente quando Ele o julga e o transforma em uma coisa útil; nunca porque o pecado é digno em si mesmo.

35 – Porque eu prometi a Deus que Ele seria o Senhor de minha vida.

Renuncie seus direitos.

Rejeite o pecado.

Renove sua mente.

Confie em Deus.

Fonte: www.editorafiel.com.br / www.ccwtoday.org

Encontro de Jovens 15-04

Comunhão & Pôr do Sol

No próximo domingo teremos um Encontro de Jovens especial, no Parque Marinha do Brasil.

=>>>> HORÁRIO também ESPECIAL: 16h00!

Vamos curtir juntos o pôr do sol! Convide amigos (=

Se possível, leve esteira/canga, chimarrão e umas guloseimas pra compartilhar com os irmãos ;)


Congregação Encontros de Fé – Zona Sul

Rua Dr. Campos Velho, 575 Cristal - Porto Alegre/RS E-mail: geracaoeleitapoa@gmail.com

Geração Eleita no Twitter

Contador

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